fbpx
Marketing Digital

Publicidade Infantil – Precisamos falar sobre isso!

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr

Publicidade infantil: entenda toda a polêmica por trás do assunto

A publicidade infantil sempre foi um assunto que levou muita polêmica no Brasil. A cada ano o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) intensifica a fiscalização, principalmente na televisão.

De um lado, estão as entidades civis que defendem que as crianças expostas a esse tipo de conteúdo são diretamente prejudicadas, por conta do desenvolvimento de um pensamento consumista descontrolado. Por outro, as empresas afirmam que a liberdade de expressão deve ser respeitada, e que cabe aos PAIS, educar seus filhos sobre o assunto.

Mas afinal, atualmente o que é encarado como publicidade infantil? Segundo os órgãos reguladores, qualquer esforço midiático que estimule o ato de comprar que tenha como foco menores de 12 anos é considerada publicidade infantil.

Qual o fator polêmico da publicidade infantil?

A grande polêmica da publicidade infantil envolve justamente o limite da infância, que é de 12 anos de idade segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O que as entidades civis alegam é que até essa idade, os menores são facilmente manipulados, pois, não conseguem discernir o que é melhor (e necessário) para eles.

Contudo, apesar das empresas admitirem que devem existir regras para tal tipo de estratégia, elas se protegem nas entidades autorregulatórias. Basicamente elas afirmam que são elas que precisam indicar os limites de cada campanha. O que acaba gerando uma grande bola de neve.

Não é à toa que muitos comerciais demoram ANOS para serem julgados e retirados do ar.

O que a população acha?

A polêmica em torno da publicidade infantil também se reflete na própria opinião dos brasileiros. Um levantamento do DataFolha feito em 2016 mostrou que 45,4% dos entrevistados eram totalmente contra as propagandas de qualquer tipo voltadas para crianças até 12 anos.

As principais reclamações dos brasileiros são em relação ao ramo alimentício. Principalmente pelo fato do índice de obesidade infantil estar aumentando cada vez mais.

Contudo, um dos grandes problemas sobre é debate é que a maioria das pessoas está se atentando apenas a televisão. Que por muito tempo foi o principal meio de comunicação.

Mas, o povo esquece que a internet já faz parte do dia a dia de muitas crianças, e que nela a publicidade infantil não tem o mesmo controle rigoroso.

Os Youtubers e a Publicidade Infantil

Muitas marcas têm apostado nos Youtubers como uma forma de burlar as leis sobre a Publicidade Infantil. As campanhas são dos mais variados tipos, desde “sorteios” que incentivam a compra de produtos, até os chamados unboxings.

Os unboxings são vídeos no estilo review que apresentam produtos (geralmente lançamentos), abordando todos os diferenciais desses itens.  E esse estilo de conteúdo já é uma verdadeira febre no Youtube.

O fato da grande maioria dos pais não ter qualquer tipo de controle sobre os conteúdos que os filhos veem na internet é um agravante. É justamente essa brecha que muitas marcas aproveitam.

Contudo, é preciso ressaltar que a fiscalização desse meio de comunicação caminha para a efetividade. Prova disso foi a decisão do Conar em relação ao “Desafio Felipe Neto vs. Lucas Neto (Na Netoland)”.

A campanha lançada pelos irmãos Neto (Felipe e Lucas) divulgava um sorteio que daria a chance de alguns seguidores visitarem a mansão deles.

No entanto, para isso eles precisavam se inscrever via telefone, e não ficou claro que tudo se tratava de um anúncio publicitário. Além disso, no vídeo os irmãos afirmavam que haveria um limite de ligações, mas na prática não.

As regras da ação promocional também não estavam claras e o conteúdo tinha linguajar impróprio, segundo o Conar.

Se formos olhar pelo lado da fiscalização, esse é um passo a mais em direção a criar um ambiente seguro para as crianças. Mas, a verdade é que estamos longe disso.

Isso porque tomar medidas de controle no Youtube, ou outras plataformas do gênero, é totalmente diferente da televisão. A capacidade de alcance, bem como a quantidade de conteúdos presentes na web, torna isso uma verdadeira missão impossível.

Também precisamos levar em conta conteúdos que não são apropriados para o público infantil, mas, que se utilizam de personagens populares para disseminar mensagens negativas e até mesmo obscenas. Um exemplo disso são os inúmeros vídeos de desenhos animados usando palavras de baixo calão.

Mas a verdade é que apesar desse cenário caótico que se instaurou em relação a publicidade infantil, muitas marcas querem criar campanhas que realmente sejam saudáveis para as crianças.

O que as marcas podem fazer para criarem campanhas mais conscientes?

Para muitas marcas, o objetivo é realmente desenvolver essas ações conscientes. Mas, por conta de toda essa polêmica em torno da publicidade infantil, muitas não sabem o que fazer.

O primeiro passo para essas empresas é entender que o merchandising em si é totalmente vetado. Logo, é necessário desenvolver campanhas com abordagens cleans, conscientes e que respeitem todas as fases do desenvolvimento infantil, até os 12 anos de idade.

E para isso é necessário seguir algumas diretrizes e dicas:

  1. Não promover qualquer tipo de expressão preconceituosa dentro das campanhas;
  2. Proteger os sentimentos das crianças e preservar o seu desenvolvimento, não utilizando qualquer tipo de ação, abordagem ou situação que embuta medo afim de promover uma venda;
  3. Não denegrir hábitos saudáveis dentro de qualquer tipo de ação promocional;
  4. Deixar as regras de ações promocionais sempre claras;
  5. Não utilizar qualquer tipo de imperativo derivado das palavras pedir e comprar (peça já para a sua mamãe, por exemplo);
  6. No caso da internet, em específico campanhas com youtubers, se atentar ao tipo de conteúdo que o influenciador tem no canal, bem como a linguagem utilizada;
  7. Sempre deixar claro que o conteúdo se trata de algo COMERCIAL.

A verdade é que se as marcas desejam ter mais liberdade em relação a publicidade infantil elas precisam encarar a questão de frente, e não tentar abafar o assunto. É necessário sim que existam diretrizes que preservem o bem-estar e desenvolvimento das crianças, e as empresas precisam trabalhar em conjunto com o Estado para isso.  

Qual é sua opinião sobre o assunto? Até que ponto esse tipo de conteúdo, principalmente no Youtube, não prejudica os menores?

 

Growth Hacker especialista em E-commerce, inbound e Branding. Idealizador do projeto e-commerce na Rock Content e com a carreira voltada para a inovação tendo atuado no GOV-MG, Sebrae e Bolt Brasil

Deixe um comentário

Pin It

Assine nossa newsletter

48.000 pessoas não podem estar enganadas.

Não enviamos SPAM. Seus dados estão seguros.